Sorteio do livro Liberta-me (Trilogia Estilhaça-me #2)

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Como a Novo Conceito acabou de lançar o desfecho da Trilogia Estilhaça-me aqui no Brasil, o blog Reino Xadrez estará sorteando este mês o segundo volume da série, o livro Liberta-me.
Você pode conhecer mais sobre a história por meio da resenha feita aqui no blog. Clique aqui para ler.

Para participar, preencha corretamente o formulário a seguir. Você pode se inscrever até dia 12/8/14. Boa sorte!


Resenha: Fragmenta-me

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“Eu não vou perdê-la”.

Não é segredo o quanto sou apaixonada pela escrita da Tahereh Mafi e por sua série Estilhaça-me.
Como nos livros temos sempre a visão de Juliette, a autora criou dois contos intermediários, que estão disponíveis em versão digital, um com a visão do Warner e um com a visão do Adam.
O primeiro desses contos seria o livro 1.5, chamado Destrua-me, com a visão de Warner. Lembro que adorei ver uma parte da história narrada por ele, e fiquei impressionada em como a Tahereh conectou o conto ao que foi narrado posteriormente no segundo livro da série, Liberta-me.
Desta vez, no segundo conto, Fragmenta-me, que seria o livro 2.5, temos a visão de Adam.
O Adam é um excelente personagem.
Vejo muito pela internet afora que ele tem uma quantidade menor de fãs que o Warner. Isso é compreensível, pois o Warner é um personagem muito bem desenvolvido, multidimensional, profundo, e, claro, é o vilão da história. Um vilão apaixonado, pode-se dizer, embora suas atitudes tenham cada vez mais sentido à medida que o conhecemos.
Já o Adam na maior parte da história é o bom moço, o amigo, o confidente, o porto seguro de Juliette, alguém por quem ela se apaixona, mas que não lhe traz tantas emoções como o Warner.
No conto narrado por Adam vemos o quanto ele é forte e também se desenvolveu ao longo da série, principalmente após tantos momentos difíceis pelos quais passou. Seus sentimentos por Juliette também estão ali, assim como cenas que mostram um pouco do que aconteceu após o final do livro Liberta-me, o que é bastante interessante e nos instiga para ler a continuação.
Uma faceta interessante de Fragmenta-me é também a relação de Adam com seu irmão mais novo, James, e o quanto isso pode impactar sua história com Juliette, devido a escolhas que Adam tem que fazer.
Para quem, assim como eu, gosta da série, os dois contos são super indicados.

Informações:
Título: Fragmenta-me
Autora: Tahereh Mafi
Gênero: Romance, Distopia
Editora: Novo Conceito
Páginas: 70

A Editora Novo Conceito enviou as novas capas dos livros anteriores da série. A coleção completa ficou lindíssima:

Resenha: Escravas da coragem

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“Ocê vai ser a linda patroinha”.

Escravas da Coragem é um livro extremamente emocionante. Repleto de relações bem construídas e um retrato a respeito da escravidão muito diferente do que estamos acostumados a ver.
Em 1791, Lavinia é separada dos pais quando faz a travessia entre a Irlanda e os Estados Unidos. Então, ela é levada pelo capitão James Pyke à sua fazenda.
No local, seu destino é virar uma escrava branca. Porém, ela é ainda muito pequena e está doente, além de ter perdido a memória. Então, quem passa a cuidar da recém-chegada é Belle, uma mestiça, que trabalha na cozinha da casa grande, mas que vive cheia de problemas e preocupações, já que é filha bastarda do capitão James Pyke.
Como a cor da pele não é o que importa, e Belle sabe bem disso, ela e Lavinia desenvolvem um grande laço, extremamente bem trabalhado pela autora desde o início, nos emocionando em diversos momentos.
Apesar de se tornar próxima de todos os escravos, Lavinia acaba brincando também com os filhos do patrão, devido à sua cor de pele. E tudo isso, em meio a muitos acontecimentos, leva a escrava branca a ter de tomar uma decisão. De que lado ela estará?
O livro também começa com um prólogo bastante intrigante, que já nos prende nas primeiras páginas.
E nada, absolutamente nada, deixa a desejar nesta história. Coragem é apenas um dos muitos valores trazidos pela trama.
O livro é absolutamente denso, profundo, reflexivo e tocante. A vida das personagens é narrada de forma intensa e possui inúmeras reviravoltas. Sempre que pensamos que algo irá acontecer, a autora muda o rumo de sua trama. E ela nos faz questionar a nossa consciência diversas vezes e torcer pelos personagens, que são fortes e construídos com maestria.
Os capítulos se alternam entre as visões de Belle e Lavinia, portanto, temos uma boa visão da história e todos os seus aspectos.
Leia este livro, reflita sobre ele, se emocione com suas cenas. A leitura é mais que recomendada a todos!

Trecho: “A Belle estava tão tensa e distraída, na manhã seguinte ao abate dos porcos, que, se eu não a tivesse lembrado, ela se esqueceria de me dar alguma coisa para comer antes de me mandar para a casa-grande” (Pág.93).


Informações:
Título: Escravas da Coragem
Autora: Kathleen Grissom
Gênero: Drama
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Borboletas azuis:





Agradecimentos à editora Arqueiro, por ceder o livro para o blog. Saiba mais sobre ele clicando aqui. 

Resenha: Reconstruindo Amelia

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“Tinha uma tarefa e iria cumpri-la. Era o mínimo que devia à filha”.
                                                                                                                       
Quando eu comecei a ler Reconstruindo Amelia, confesso que fiquei o tempo todo me lembrando de outras obras de suspense adolescente que tinham similaridades com o livro em questão. As semelhanças eram tantas que eu realmente pensei que a autora teria se inspirado em livros de sucesso do gênero e criado, a partir de suas referências, a sua própria história, o que é algo bem interessante. As maiores similaridades, apenas para citar algumas, seriam obras literárias como as séries Pretty Little Liars e Gossip Girl.
Porém, ao avançar na história, percebi que a autora acabou se distanciando dessas obras que eu imaginei como referência, tendo desenvolvido sua trama de forma bastante peculiar.
Tendo ou não as fontes de inspiração que apresentam semelhanças com seu texto, Kimberly McCreight tem uma ótima história nas mãos.
Todo o mistério envolvendo a morte de Amelia chamou minha atenção desde o início e realizei a leitura com bastante interessante e de forma rápida, ansiosa por saber seu desfecho e quais reviravoltas encontraria pelo caminho.
Após ser chamada para ir até a escola da filha Amelia, de quinze anos, Kate, que estava em reunião, acaba se atrasando. Porém, quando finalmente chega ao colégio, já não é mais devido ao fato de que a filha levara uma suspensão. Ela havia se suicidado.
Extremamente infeliz e perturbada com o acontecimento, Kate não consegue acreditar que a filha tiraria a própria vida. E essa suspeita se torna ainda mais real quando ela recebe uma mensagem de texto anônima dizendo exatamente isso.
Com a ajuda de amigos e profissionais, Kate começa a investigar a vida da filha, a fim de buscar por algum segredo que tenha levado ao trágico desfecho que lhe custou a vida.
E quanto mais investiga a vida de Amelia, mais Kate descobre que havia muito que a jovem não lhe contava.
Envolvendo assuntos como namoro, amizade e clubes de escola, com o bullying e os trotes perigosos que os permeiam, o livro é um retrato do quanto a adolescência pode ser difícil e de como os relacionamentos entre mães e filhas precisam ser baseados em confiança. Bastante real, ágil e repleto de suspense, Reconstruindo Amelia é um excelente thriller adolescente, que será apreciado tanto pelos filhos quanto pelos pais.
A obra conta com elementos que tornam seu desenvolvimento bastante dinâmico, como a transcrição de postagens em redes sociais e conversas entre os personagens por meio de mensagens de textos, além de alterar a voz narrativa entre os capítulos.
Com personagens fortes e uma história bem construída, a única ressalva quanto ao livro fica para seu final, que acabou deixando um pouquinho a desejar para mim, mas que certamente tem agradado muitos leitores. E, independente disso, a história como um todo vale muito a pena.

Trecho: “Eu te odeio!!! As três palavrinhas gritaram do centro do quadrado rasgado de uma folha de caderno. Kate sentiu um aperto no peito. Alguém tinha escrito aquilo para Amelia? As letras pareciam tão furiosas, tão grossas e pontiagudas, como se alguém tivesse posto todo o peso contra o lápis. Não fazia sentido algum. Amelia não era o tipo de menina que alguém odiava” (Pág. 85).


Informações:
Título: Reconstruindo Amelia
Autora: Kimberly McCreight
Gênero: Suspense
Editora: Arqueiro
Páginas: 352

Borboletas azuis:




Agradecimentos à editora Arqueiro, por ceder o livro para o blog. Saiba mais sobre ele clicando aqui.

O livro "A casa do céu" será adaptado para o cinema!

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Em busca da verdade, a jornalista Amanda Lindhout sempre conviveu com o perigo. Com a mochila nas costas, aos 27 anos, ela já tinha andado pelos países atrás de grandes conflitos, procurando mostrar o seu ponto de vista como testemunha ocular. Até que foi para a Somália, considerado o país mais perigoso do mundo, com o seu namorado. No quarto dia, foram abordados por guerrilheiros mascarados em uma estrada de ferro e sequestrados. O pesadelo de Amanda durou 15 meses.
Essas experiências se transformaram em um best-seller de renome mundial, A casa do céu, escrito em parceria com a escritora Sara Corbett. O livro, publicado pelo Grupo Editorial Novo Conceito aqui, no Brasil, teve essa semana os direitos adquiridos para o cinema. A Annapurna Pictures já começou a dar andamento ao projeto e divulgou que a atriz Rooney Mara interpretará a jornalista.

Para mais informações, acesse o site do Estadão.
Quer conhecer essa história antes do filme? Adquira já o livro!
O blog Reino Xadrez já está com seu exemplar para resenha, continue de olho no blog para mais atualizações!

Resenha: Colin Fischer

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"Colin assentiu, sem realmente prestar atenção. Estava muito concentrado em registrar seus pensamentos".

Colin Fischer é um livro interessante, bem-intencionado e muito bem-humorado. Entretanto, por algum motivo, ele não me cativou completamente.
Talvez seja pelo excesso de livros sobre autismo que tenho lido. Sem querer, nos últimos meses, li no mínimo quatro livros de ficção nos quais os protagonistas eram autistas. Isso é ótimo por um lado, pois me fez conhecer um assunto que era novo pra mim e ter mais sensibilidade para a questão. Porém, como alguns desses livros foram excelentes, de uma forma injusta mas inegavelmente comparativa, eu devo dizer que Colin Fischer deixou um pouco a desejar.
Os autores trabalharam muito bem a mente de Colin ao longo da narrativa. Sua forma de pensar, as razões para suas atitudes, a forma especial como ele vê o mundo. E Colin, em si, é um ótimo personagem. Extremamente inteligente, investigativo, prático e até mesmo um pouco sarcástico, ele conquista o leitor por si só. A narrativa que o permeia, porém, é um pouco fraca.
Com suas caracteríscticas de um Sherlock Holmes mirim, Colin, detalhista e perspicaz, adora investigar motivos e razões para tudo. Para a forma como as pessoas ao seu redor, seja em casa ou na escola, se comportam. Essa sua habilidade o torna fundamental para resolver um crime ocorrido no colégio onde estuda.
Era aniversário de uma colega, todos estavam no refeitório comendo bolo, até que uma arma é disparada. Ninguém se machuca, porém, levar a arma para a escola e, ainda por cima, dispará-la, já é um crime. 
Logo, um aluno é considerado culpado. Um aluno, justamente, que muitas vezes ameaçava e judiava de Colin. E agora somente Colin pode ajudá-lo a ser inocentado, por meio de seus métodos investigativos. 
Mentindo para os pais pela primeira vez, nosso protagonista, que possui Síndrome de Asperger (um ramo do autismo), se vê em locais inusitados e com companhias desagradáveis, enquanto trilha o caminho da verdade. 
Um fator muito interessante do livro está na própria capa. Colin não consegue, por si só, dizer o que as expressões das pessoas demonstram, então ele possui imagens que lhe demonstram as expressões faciais e seus respectivos significados. Amigável. Nervoso. Surpreso. Tímido. Cruel, etc.
Além disso, ele anda sempre com seu caderno de anotações e possui algumas características peculiares, como ser sistemático quanto a seus pertences e não poder ser tocado - ele não gosta de aproximações físicas, a menos que elas sejam solicitadas previamente por algum motivo.
Os autores construíram uma história bem leve, cumpriram o objetivo de fazer os leitores entenderem o mundo de Colin e, consequentemente, terem um vislumbre do que significa o autismo e a Síndrome de Asperger. Além de, no início de cada capítulo, fazerem aberturas interessantes, com textos curtos, que fogem da narrativa, mas que de alguma forma adicionam valor a ela. O relacionamento de Colin com sua família - pais e irmão - é também interessante, embora não seja tão amplamente explorado.
Entretanto, em meio a essas qualidades, o texto ainda é um pouco carente de profundidade, reviravoltas e intensidade. O mistério não prende. Mas fica aqui a indicação de uma leitura rápida e interessante que, mesmo se não agradar completamente, ainda assim valerá a pena pelo próprio Colin - ele é uma graça e eu gostei de conhecê-lo.

Trecho: "O cano de metal preto ainda estava fumegante, a coronha de borracha manchada de chocolate branco e glacê cor-de-rosa. Os pais de Colin não tinham armas de fogo em casa, de modo que isso era o mais próximo que já vira de uma arma fora do coldre de um policial. Colin agachou-se ao lado dela, tomando o cuidado de não tocar em nada.
– Muito interessante – disse" (Pág. 54).

Informações:
Título: Colin Fischer
Autores: Ashley Edward Miller, Zack Stentz
Gênero: Drama
Editora: Novo Conceito
Páginas: 176

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Agradecimentos à editora Novo Conceito, por ceder o livro para o blog. Saiba mais sobre ele clicando aqui.

Resenha: Roleta Russa

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"O programa começava com os assuntos mais ridículos: sabotagens, explosivos, infiltrações, coisas que já eram ensinadas desde os tempos em que Stalin reinava e a Wehrmacht sitiava Moscou".

Roleta Russa é um excelente Thriller sobre espionagem. Envolvendo a CIA e o Serviço Secreto Russo, o autor, que já trabalhou no ramo, pôde nos passar detalhes interessantes e até mesmo um pouco assustadores sobre esse mundo, que muitas vezes pensamos existir apenas na ficção.
Aliás, a história retratada na obra é ficcional, mas a experiência do autor faz com que tudo pareça muito verdadeiro.
Gostei bastante da personagem Dominika Egorova. Antes de entrar para o mundo da espionagem, ela tem sua história bem desenvolvida, assim conseguimos compreender suas motivações e os passos que a conduziram para aquele caminho.
Extremamente dedicada, a jovem tinha tudo para conseguir seu sonho de ter uma carreira no Bolshoi, um balé russo. Porém, a inveja de colegas a torna vítima de uma artimanha, que lhe causa uma lesão. Assim, ela vê seu sonho desmoronar, não sendo mais capaz de dançar no balé. 
Outro golpe do destino ocorre em sua vida quando ela perde o pai.
Imediatamente, o tio, que trabalha no serviço secreto, se aproveita da fragilidade e da falta de perspectivas para o futuro de Dominika, lhe oferecendo um cargo em seu trabalho. Ela basicamente participaria de missões, atraindo e conquistando informantes, para lhes fazer revelar informações importantes.
Sempre usando seus atributos, como a perspicácia e a sensualidade, Dominika se sai muito bem no novo trabalho, e logo é até mesmo enviada para a Escola de Pardais. As sequências nessa escola são chocantes. Lá, a personagem é treinada para seduzir e realizar suas missões com ainda mais eficiência.
De outro lado da história, temos o norte-americano agente da CIA, Nathaniel Nash, que possui informações importantíssimas para a Rússia, e, assim, acaba se tornando a nova missão de Dominika.
Porém, as coisas se complicam quando a vida pessoal e profissional de ambos se entrelaçam e eles deixam o profissionalismo um pouco de lado, se envolvendo romanticamente e até mesmo fazendo novos planos secretos, que podem ser bastante arriscados.
O livro é excelente. Particularmente, achei apenas um pouco detalhado em excesso, o que tornou a leitura cansativa em algumas passagens, mas nada que desmereça o quanto o livro é impactante e diferente de tudo que já li. Uma história ousada, com personagens fortes e reviravoltas interessantes. Leitura recomendada!

Trecho: "O último dos três módulos operacionais que compunham o treinamento estava chegando ao fim. Os instrutores aposentados de Dominika tinham lhe dado o apelido carinhoso de 'mushka', que além de significar algo nos moldes de 'linda' também era o nome dado à mira dianteira de uma arma de fogo, a primeira a captar o alvo" (Pág. 65).

Informações:
Título: Roleta Russa
Autor: Jason Matthews
Gênero: Suspense
Editora: Arqueiro
Páginas: 432

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Agradecimentos à editora Arqueiro, por ceder o livro para o blog. Saiba mais sobre ele clicando aqui.

Resenha: Os Três

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"E então entendi: outro avião tinha caído".

Quatro aviões caem no mesmo instante, em diferentes continentes. No total, três crianças sobrevivem, e também uma mulher, que acaba morrendo e deixa uma mensagem bastante enigmática, citando uma das três crianças sobreviventes. 
Uma autora (que é um personagem fictício na obra), já conhecida por suas obras polêmicas, resolve publicar um livro a respeito das tragédias. Chamado "Quinta-Feira Negra - da queda à conspiração - por dentro do fenônemo dos Três". E é esse livro que iremos ler.
Por meio da compilação de textos e transcrições que a autora ficcional encontrou sobre a Quinta-Feira Negra, vamos descobrindo os detalhes de tudo.
Desde o momento em que os familiares das vítimas dos quatro aviões ao redor do mundo foram avisados a respeito do que aconteceu, até a descoberta de cada família das três crianças que sobreviveram.
Por intercalar personagens e tramas, demonstrando todos os lado da história, como se assistíssemos a tudo em um correria frenética e com várias câmeras, que captam ângulos diversos, vamos mergulhando na história dos personagens, seja das testemunhas dos acidentes, das pessoas envolvidas das mais diversas formas, e dos familiares e amigos dos três pequenos sobreviventes. Tudo isso torna a narrativa extremamente ágil, recheada por entrevistas, transcrições de áudios a que a autora ficional teve acesso, páginas de outros livros sobre o ocorrido e até mesmo conversas de internet entre os personagens.
A narrativa sempre se torna interesse quando se foca no que está acontecendo com as três crianças após as tragédias. A vida delas e de seus familiares se tornou uma bagunça. Vários grupos defendem teorias sobre as razões de elas terem sobrevivido, indo de causas religiosas, milagrosas ou apocalípticas até a causas extraterrestres. Além disso, o comportamento delas mudou um pouco quando voltaram para casa, e cada um dos Três, ao seu modo, acaba trazendo algumas cenas de terror à história.
Porém, apesar da originalidade da trama e da forma ágil como ela é construída, ainda assim o livro deixa um pouco a desejar. Em certo momento, ele acaba se tornando uma bagunça com inúmeros personagens e tramas cortadas, e, o principal, acaba perdendo-se em meio aos tantos detalhes que lançou e não surpreende nem amarra todas as pontas soltas. As respostas acabam não sendo satisfatórias, já que após tanto desenvolvimento, o livro teve um desfecho apressado e decepcionante.
Tem seus bons momentos, mas não me convenceu completamente, justamente por acabar não entregando tudo aquilo que havia sido prometido. Ah, as expectativas...!

Trecho: "Teorias como essa apenas causam dor e mais problemas quando já há em excesso. Para mim é óbvio que o comandante lutou para fazer a aeronave cair numa área despovoada. Ele teve minutos para reagir e tomou uma atitude nobre. E como um menino japonês pode ser o que aqueles americanos estão dizendo? Aquele garoto é um milagre. Vou me lembrar dele pelo resto da vida" (Pág. 33).

Informações:
Título: Os Três
Autora: Sarah Lotz
Gênero: Suspense/Terror
Editora: Arqueiro
Páginas: 400

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Resenha: Vinte garotos no verão

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"Sabe qual é a melhor parte da Califórnia? Ninguém me conhece aqui. Ninguém imagina que deveria sentir pena de mim".

Um livro bastante doce e real.
Anna é apaixonada em segredo por Matt, o irmão de sua melhor amiga, Frankie. Ela finge que gosta dele apenas como amigo, mas a verdade é que o ama durante vários anos, sem nunca revelar a ninguém seus verdadeiros sentimentos. 
Os anos se passam, e no aniversário de quinze anos de Anna, ela e Matt se beijam. A partir daí, eles passam a viver um breve romance secreto, já que Matt pretende contar tudo à irmã quando eles forem passar as férias na Califórnia, pensando que, estando a sós com ela em lugar que eles amam, ela poderia compreender melhor.
Porém, ele não tem tempo de fazer isso. 
Matt acaba se tornando vítima fatal num acidente de carro e falecendo jovem demais. Sua família e Anna ficam extremamente abalados com o acontecimento, e  o romance que os jovens viveram se torna um segredo ainda maior.
O livro então dá um salto temporal e nos leva um ano após a morte de Matt, quando Frankie e Anna estão planejando uma viagem à Califórnia.
Seria doloroso ir para o local em que Matt estivera em tantas férias, mas a família dele, com a ajuda de Anna, pensa que a coisa certa a se fazer é voltar para lá, justamente na casa que eles costumavam alugar quando o rapaz estava vivo.
Frankie, após a morte do irmão, havia mudado bastante sua personalidade, e agora lança um desafio à Anna: elas devem conhecer vinte garotos durante aquele verão, pois ao menos um deve ser o cara certo.
Dividida entre as saudades que sente de Matt e o desafio da amiga, que nem desconfia do romance que um dia eles tiveram, Anna vai para a Califórnia.
No começo, tudo aquilo acaba sendo mais difícil que o previsto. A praia que Matt costumava frequentar, os locais de que tantas vezes ele falara à Anna, o quarto em que ele sempre dormia. Os vidros do mar que ele costumava colecionar.
A família de Matt também se abala profundamente ao voltar para lá, e seus pais passam momentos difíceis, em que Anna tenta ser útil e ajudá-los naquela dor, um dando forças ao outro.
Frankie, porém, camufla a dor com suas novas atitudes rebeldes, tentando conquistar quantos mais garotos for possível. E até Anna acaba encontrando alguém especial, enquanto elas tentam cumprir a meta de conhecer vinte garotos.
O livro é direcionado ao público jovem, mas pode ser apreciado por todos, pois trata de temas importantes, como a perda, o recomeço e a amizade. 
Com passagens bastante tocantes e lições valiosas, a narrativa leve e divertida de Sarah Ockler é capaz de conquistar do início ao fim. Excelente leitura!


Trecho: "Saímos dos degraus cheios de areia e andamos até a praia. De perto, a água vai e vem, alternando entre o azul nebuloso e o cinza. Conforme cada onda inunda nossos pés, a maré nos puxa, levantando a água como uma saia ao vento para nos dar uma vista das pedras coloridas logo abaixo. A água é mais fria do que eu esperava. Ela mordisca meus dedões do pé até que me acostumo com a temperatura e não posso mais diferenciar o ar e a água em minha pele. Ajoelho-me e pego um punhado de areia e pedrinhas, olhando para minhas mãos enquanto a areia escura e molhada brilha no ar" (Pág. 77).

Informações:
Título: Vinte Garotos no Verão
Autora: Sarah Ockler
Gênero: Romance / Drama
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288

Borboletas azuis:




Agradecimentos à editora Novo Conceito, por ceder o livro para o blog. Saiba mais sobre ele clicando aqui.

Resultado do sorteio: Paperboy

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Em parceria com a Editora Novo Conceito, o blog Reino Xadrez realizou o sorteio do livro Paperboy, livro clássico de Pete Dexter, que virou filme em 2012. Conheça mais sobre a história clicando aqui.
Então, vamos ao resultado:




Parabéns, Daniela!


Obrigada a todos os participantes e a Editora Novo Conceito, por ceder o livro para o sorteio!