Resenha: Seis anos depois

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“Manteria a promessa. Por seis anos”.

Seis anos depois é o novo lançamento de Harlan Coben no Brasil, que vem dividindo opiniões entre os fãs.
Quem acompanha o blog há um tempinho sabe que adoro os livros do autor. Já li quase dez obras de sua autoria e tenho mais algumas guardadas em casa esperando a leitura. Portanto, sempre me empolgo ao receber um novo livro seu. Com Seis anos depois não foi diferente.
Apesar de não estar sendo unânime pelo mundo literário, foi uma leitura que me agradou bastante, tendo todas as doses do que um bom romance/suspense de Coben sempre tem. Não sei dizer se é o melhor livro do autor, já que vários de seus trabalhos são maravilhosos, porém, certamente merece destaque e atenção.
Na trama, conhecemos Jake, um apaixonado pela ex-namorada, que decide ir ao casamento dela com outro homem. É um momento doloroso para Jake, e o autor desde o início deixa bem retratado seus sentimentos, suas dúvidas e dores.
Ele promete que deixará o casal em paz, e cumpre sua promessa por seis anos, até ver o obituário de Todd, o homem com quem a mulher que ele ama se casou.
Sendo assim, Jake decide ir atrás de Natalie, e a partir daí, suspense e romance se mesclam, em uma trama bastante intrigante e repleta de segredos.
O casamento de Natalie, pelo qual ela rompera repentinamente com Jake, partindo seu coração, parece baseado em mistérios, e conforme Jake vai atrás de seu amor, cada vez mais entra nesse emaranhado de dúvidas.
A leitura é fácil, rápida, e me prendeu do início ao fim. Desde a primeira cena, do casamento de Natalie e Todd, confesso ter sido envolvida pela história, ansiando por seu desfecho.
Harlan Coben mais uma vez criou um excelente suspense, uma trama que muitas vezes parece um jogo entre autor e leitor, repleta de reviravoltas. Além de bons e fortes personagens e a forma de escrever e surpreender que o autor sempre coloca em seus textos. Leitura mais que recomendada, não só aos fãs do gênero e do autor, mas também aos fãs de uma boa leitura!

Trecho: “Uma característica da condição humana é que todos pensamos que somos singularmente complexos, ao passo que os outros são mais fáceis de compreender. Não é verdade, claro. Todos têm seus sonhos, esperanças, vontades, desejos e mágoas. Todos têm um tipo próprio de loucura”.


Informações:
Título: Seis anos depois
Autor: Harlan Coben
Gênero: Suspense
Editora: Arqueiro
Páginas: 272

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Agradecimentos à editora Arqueiro, por ceder o livro para o blog. Saiba mais sobre ele clicando aqui. 

Resenha: O Sobrevivente

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O sobrevivente é um daqueles livros que nos dá a sensação de estarmos lendo um roteiro de filme. Com ação e uma agilidade única, o autor nos faz imaginar cena a cena de seu thriller, que é uma obra de tirar o fôlego.
Na história, acompanhamos Nate, um ex-militar, divorciado, que está prestes a se suicidar em Los Angeles, saltando do alto de um edifício. E quando ele está lá, prestes a tirar a própria vida, vê que um assalto está acontecendo dentro do banco, naquele prédio.
Fazendo uso de seu treinamento militar, Nate entra no local e consegue interromper o que estava acontecendo, matando parte do grupo de assaltantes, exceto o aparente chefe do bando.
Após isso, sua vida se torna ainda mais bagunçada, pois o homem que ele não matou no dia do assalto prometera vingança, e agora a máfia da Ucrânia está furiosa com Nate. Assim, ele é obrigado pela máfia a voltar ao banco e finalizar o assalto, já que matou quase toda a equipe que deveria fazer esse serviço.
Caso não aceite, as duas pessoas mais importantes de sua vida, a filha e a ex-esposa, serão brutalmente assassinadas.
O ritmo do livro é excelente, e nos faz ansiar o tempo todo pelo que irá acontecer em seguida.
Mesmo que já conhecemos o vilão da história, ainda assim não conseguimos prever o que irá acontecer.
Este é o segundo livro que leio de Gregg Hurwitz, e em minha opinião, ele é superior ao outro, que já havia sido bastante interessante. Ficarei de leio nos próximos lançamentos de sua autoria.
Além da boa ação, trama interessante e intensa e personagens bens construídos, outro ponto positivo de O sobrevivente, é que ele também conta com doses de drama e emoção, principalmente quando nos faz mergulhar na vida do protagonista e conhecer melhor sua história junto da família, seus receios, sentimentos e suas motivações.
Um livro excelente, que merece não apenas ser lido, como ser relido, para que nenhum detalhe passe despercebido.


Informações:
Título: O sobrevivente
Autor: Gregg Hurwitz
Gênero: Suspense
Editora: Arqueiro
Páginas: 368

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Resenha: Colin Fischer

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"Colin assentiu, sem realmente prestar atenção. Estava muito concentrado em registrar seus pensamentos".

Colin Fischer é um livro interessante, bem-intencionado e muito bem-humorado. Entretanto, por algum motivo, ele não me cativou completamente.
Talvez seja pelo excesso de livros sobre autismo que tenho lido. Sem querer, nos últimos meses, li no mínimo quatro livros de ficção nos quais os protagonistas eram autistas. Isso é ótimo por um lado, pois me fez conhecer um assunto que era novo pra mim e ter mais sensibilidade para a questão. Porém, como alguns desses livros foram excelentes, de uma forma injusta mas inegavelmente comparativa, eu devo dizer que Colin Fischer deixou um pouco a desejar.
Os autores trabalharam muito bem a mente de Colin ao longo da narrativa. Sua forma de pensar, as razões para suas atitudes, a forma especial como ele vê o mundo. E Colin, em si, é um ótimo personagem. Extremamente inteligente, investigativo, prático e até mesmo um pouco sarcástico, ele conquista o leitor por si só. A narrativa que o permeia, porém, é um pouco fraca.
Com suas caracteríscticas de um Sherlock Holmes mirim, Colin, detalhista e perspicaz, adora investigar motivos e razões para tudo. Para a forma como as pessoas ao seu redor, seja em casa ou na escola, se comportam. Essa sua habilidade o torna fundamental para resolver um crime ocorrido no colégio onde estuda.
Era aniversário de uma colega, todos estavam no refeitório comendo bolo, até que uma arma é disparada. Ninguém se machuca, porém, levar a arma para a escola e, ainda por cima, dispará-la, já é um crime. 
Logo, um aluno é considerado culpado. Um aluno, justamente, que muitas vezes ameaçava e judiava de Colin. E agora somente Colin pode ajudá-lo a ser inocentado, por meio de seus métodos investigativos. 
Mentindo para os pais pela primeira vez, nosso protagonista, que possui Síndrome de Asperger (um ramo do autismo), se vê em locais inusitados e com companhias desagradáveis, enquanto trilha o caminho da verdade. 
Um fator muito interessante do livro está na própria capa. Colin não consegue, por si só, dizer o que as expressões das pessoas demonstram, então ele possui imagens que lhe demonstram as expressões faciais e seus respectivos significados. Amigável. Nervoso. Surpreso. Tímido. Cruel, etc.
Além disso, ele anda sempre com seu caderno de anotações e possui algumas características peculiares, como ser sistemático quanto a seus pertences e não poder ser tocado - ele não gosta de aproximações físicas, a menos que elas sejam solicitadas previamente por algum motivo.
Os autores construíram uma história bem leve, cumpriram o objetivo de fazer os leitores entenderem o mundo de Colin e, consequentemente, terem um vislumbre do que significa o autismo e a Síndrome de Asperger. Além de, no início de cada capítulo, fazerem aberturas interessantes, com textos curtos, que fogem da narrativa, mas que de alguma forma adicionam valor a ela. O relacionamento de Colin com sua família - pais e irmão - é também interessante, embora não seja tão amplamente explorado.
Entretanto, em meio a essas qualidades, o texto ainda é um pouco carente de profundidade, reviravoltas e intensidade. O mistério não prende. Mas fica aqui a indicação de uma leitura rápida e interessante que, mesmo se não agradar completamente, ainda assim valerá a pena pelo próprio Colin - ele é uma graça e eu gostei de conhecê-lo.

Trecho: "O cano de metal preto ainda estava fumegante, a coronha de borracha manchada de chocolate branco e glacê cor-de-rosa. Os pais de Colin não tinham armas de fogo em casa, de modo que isso era o mais próximo que já vira de uma arma fora do coldre de um policial. Colin agachou-se ao lado dela, tomando o cuidado de não tocar em nada.
– Muito interessante – disse" (Pág. 54).

Informações:
Título: Colin Fischer
Autores: Ashley Edward Miller, Zack Stentz
Gênero: Drama
Editora: Novo Conceito
Páginas: 176

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Agradecimentos à editora Novo Conceito, por ceder o livro para o blog. Saiba mais sobre ele clicando aqui.

Resultado do sorteio: Liberta-me (Trilogia Estilhaça-me #2)

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Olá, pessoal! Após um breve sumiço aqui do blog, devido à minha viagem pros EUA, estou voltando a postar normalmente, e já venho com uma boa notícia: o resultado do sorteio que dará ao vencedor um exemplar do livro Liberta-me, segundo volume da trilogia Estilhaça-me (que eu AMO). Ah, e também quero dizer que já li o último livro da série e a resenha sai nos próximos dias!
Então, vamos ao resultado:



Parabéns, Merelayne!

Obrigada a todos os participantes e a Editora Novo Conceito, por ceder o livro para o sorteio!

Sorteio do livro Liberta-me (Trilogia Estilhaça-me #2)

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Como a Novo Conceito acabou de lançar o desfecho da Trilogia Estilhaça-me aqui no Brasil, o blog Reino Xadrez estará sorteando este mês o segundo volume da série, o livro Liberta-me.
Você pode conhecer mais sobre a história por meio da resenha feita aqui no blog. Clique aqui para ler.

Para participar, preencha corretamente o formulário a seguir. Você pode se inscrever até dia 12/8/14. Boa sorte!


Resenha: Fragmenta-me

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“Eu não vou perdê-la”.

Não é segredo o quanto sou apaixonada pela escrita da Tahereh Mafi e por sua série Estilhaça-me.
Como nos livros temos sempre a visão de Juliette, a autora criou dois contos intermediários, que estão disponíveis em versão digital, um com a visão do Warner e um com a visão do Adam.
O primeiro desses contos seria o livro 1.5, chamado Destrua-me, com a visão de Warner. Lembro que adorei ver uma parte da história narrada por ele, e fiquei impressionada em como a Tahereh conectou o conto ao que foi narrado posteriormente no segundo livro da série, Liberta-me.
Desta vez, no segundo conto, Fragmenta-me, que seria o livro 2.5, temos a visão de Adam.
O Adam é um excelente personagem.
Vejo muito pela internet afora que ele tem uma quantidade menor de fãs que o Warner. Isso é compreensível, pois o Warner é um personagem muito bem desenvolvido, multidimensional, profundo, e, claro, é o vilão da história. Um vilão apaixonado, pode-se dizer, embora suas atitudes tenham cada vez mais sentido à medida que o conhecemos.
Já o Adam na maior parte da história é o bom moço, o amigo, o confidente, o porto seguro de Juliette, alguém por quem ela se apaixona, mas que não lhe traz tantas emoções como o Warner.
No conto narrado por Adam vemos o quanto ele é forte e também se desenvolveu ao longo da série, principalmente após tantos momentos difíceis pelos quais passou. Seus sentimentos por Juliette também estão ali, assim como cenas que mostram um pouco do que aconteceu após o final do livro Liberta-me, o que é bastante interessante e nos instiga para ler a continuação.
Uma faceta interessante de Fragmenta-me é também a relação de Adam com seu irmão mais novo, James, e o quanto isso pode impactar sua história com Juliette, devido a escolhas que Adam tem que fazer.
Para quem, assim como eu, gosta da série, os dois contos são super indicados.

Informações:
Título: Fragmenta-me
Autora: Tahereh Mafi
Gênero: Romance, Distopia
Editora: Novo Conceito
Páginas: 70

A Editora Novo Conceito enviou as novas capas dos livros anteriores da série. A coleção completa ficou lindíssima:

Resenha: Escravas da coragem

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“Ocê vai ser a linda patroinha”.

Escravas da Coragem é um livro extremamente emocionante. Repleto de relações bem construídas e um retrato a respeito da escravidão muito diferente do que estamos acostumados a ver.
Em 1791, Lavinia é separada dos pais quando faz a travessia entre a Irlanda e os Estados Unidos. Então, ela é levada pelo capitão James Pyke à sua fazenda.
No local, seu destino é virar uma escrava branca. Porém, ela é ainda muito pequena e está doente, além de ter perdido a memória. Então, quem passa a cuidar da recém-chegada é Belle, uma mestiça, que trabalha na cozinha da casa grande, mas que vive cheia de problemas e preocupações, já que é filha bastarda do capitão James Pyke.
Como a cor da pele não é o que importa, e Belle sabe bem disso, ela e Lavinia desenvolvem um grande laço, extremamente bem trabalhado pela autora desde o início, nos emocionando em diversos momentos.
Apesar de se tornar próxima de todos os escravos, Lavinia acaba brincando também com os filhos do patrão, devido à sua cor de pele. E tudo isso, em meio a muitos acontecimentos, leva a escrava branca a ter de tomar uma decisão. De que lado ela estará?
O livro também começa com um prólogo bastante intrigante, que já nos prende nas primeiras páginas.
E nada, absolutamente nada, deixa a desejar nesta história. Coragem é apenas um dos muitos valores trazidos pela trama.
O livro é absolutamente denso, profundo, reflexivo e tocante. A vida das personagens é narrada de forma intensa e possui inúmeras reviravoltas. Sempre que pensamos que algo irá acontecer, a autora muda o rumo de sua trama. E ela nos faz questionar a nossa consciência diversas vezes e torcer pelos personagens, que são fortes e construídos com maestria.
Os capítulos se alternam entre as visões de Belle e Lavinia, portanto, temos uma boa visão da história e todos os seus aspectos.
Leia este livro, reflita sobre ele, se emocione com suas cenas. A leitura é mais que recomendada a todos!

Trecho: “A Belle estava tão tensa e distraída, na manhã seguinte ao abate dos porcos, que, se eu não a tivesse lembrado, ela se esqueceria de me dar alguma coisa para comer antes de me mandar para a casa-grande” (Pág.93).


Informações:
Título: Escravas da Coragem
Autora: Kathleen Grissom
Gênero: Drama
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
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Resenha: Reconstruindo Amelia

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“Tinha uma tarefa e iria cumpri-la. Era o mínimo que devia à filha”.
                                                                                                                       
Quando eu comecei a ler Reconstruindo Amelia, confesso que fiquei o tempo todo me lembrando de outras obras de suspense adolescente que tinham similaridades com o livro em questão. As semelhanças eram tantas que eu realmente pensei que a autora teria se inspirado em livros de sucesso do gênero e criado, a partir de suas referências, a sua própria história, o que é algo bem interessante. As maiores similaridades, apenas para citar algumas, seriam obras literárias como as séries Pretty Little Liars e Gossip Girl.
Porém, ao avançar na história, percebi que a autora acabou se distanciando dessas obras que eu imaginei como referência, tendo desenvolvido sua trama de forma bastante peculiar.
Tendo ou não as fontes de inspiração que apresentam semelhanças com seu texto, Kimberly McCreight tem uma ótima história nas mãos.
Todo o mistério envolvendo a morte de Amelia chamou minha atenção desde o início e realizei a leitura com bastante interessante e de forma rápida, ansiosa por saber seu desfecho e quais reviravoltas encontraria pelo caminho.
Após ser chamada para ir até a escola da filha Amelia, de quinze anos, Kate, que estava em reunião, acaba se atrasando. Porém, quando finalmente chega ao colégio, já não é mais devido ao fato de que a filha levara uma suspensão. Ela havia se suicidado.
Extremamente infeliz e perturbada com o acontecimento, Kate não consegue acreditar que a filha tiraria a própria vida. E essa suspeita se torna ainda mais real quando ela recebe uma mensagem de texto anônima dizendo exatamente isso.
Com a ajuda de amigos e profissionais, Kate começa a investigar a vida da filha, a fim de buscar por algum segredo que tenha levado ao trágico desfecho que lhe custou a vida.
E quanto mais investiga a vida de Amelia, mais Kate descobre que havia muito que a jovem não lhe contava.
Envolvendo assuntos como namoro, amizade e clubes de escola, com o bullying e os trotes perigosos que os permeiam, o livro é um retrato do quanto a adolescência pode ser difícil e de como os relacionamentos entre mães e filhas precisam ser baseados em confiança. Bastante real, ágil e repleto de suspense, Reconstruindo Amelia é um excelente thriller adolescente, que será apreciado tanto pelos filhos quanto pelos pais.
A obra conta com elementos que tornam seu desenvolvimento bastante dinâmico, como a transcrição de postagens em redes sociais e conversas entre os personagens por meio de mensagens de textos, além de alterar a voz narrativa entre os capítulos.
Com personagens fortes e uma história bem construída, a única ressalva quanto ao livro fica para seu final, que acabou deixando um pouquinho a desejar para mim, mas que certamente tem agradado muitos leitores. E, independente disso, a história como um todo vale muito a pena.

Trecho: “Eu te odeio!!! As três palavrinhas gritaram do centro do quadrado rasgado de uma folha de caderno. Kate sentiu um aperto no peito. Alguém tinha escrito aquilo para Amelia? As letras pareciam tão furiosas, tão grossas e pontiagudas, como se alguém tivesse posto todo o peso contra o lápis. Não fazia sentido algum. Amelia não era o tipo de menina que alguém odiava” (Pág. 85).


Informações:
Título: Reconstruindo Amelia
Autora: Kimberly McCreight
Gênero: Suspense
Editora: Arqueiro
Páginas: 352

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O livro "A casa do céu" será adaptado para o cinema!

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Em busca da verdade, a jornalista Amanda Lindhout sempre conviveu com o perigo. Com a mochila nas costas, aos 27 anos, ela já tinha andado pelos países atrás de grandes conflitos, procurando mostrar o seu ponto de vista como testemunha ocular. Até que foi para a Somália, considerado o país mais perigoso do mundo, com o seu namorado. No quarto dia, foram abordados por guerrilheiros mascarados em uma estrada de ferro e sequestrados. O pesadelo de Amanda durou 15 meses.
Essas experiências se transformaram em um best-seller de renome mundial, A casa do céu, escrito em parceria com a escritora Sara Corbett. O livro, publicado pelo Grupo Editorial Novo Conceito aqui, no Brasil, teve essa semana os direitos adquiridos para o cinema. A Annapurna Pictures já começou a dar andamento ao projeto e divulgou que a atriz Rooney Mara interpretará a jornalista.

Para mais informações, acesse o site do Estadão.
Quer conhecer essa história antes do filme? Adquira já o livro!
O blog Reino Xadrez já está com seu exemplar para resenha, continue de olho no blog para mais atualizações!

Resenha: Roleta Russa

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"O programa começava com os assuntos mais ridículos: sabotagens, explosivos, infiltrações, coisas que já eram ensinadas desde os tempos em que Stalin reinava e a Wehrmacht sitiava Moscou".

Roleta Russa é um excelente Thriller sobre espionagem. Envolvendo a CIA e o Serviço Secreto Russo, o autor, que já trabalhou no ramo, pôde nos passar detalhes interessantes e até mesmo um pouco assustadores sobre esse mundo, que muitas vezes pensamos existir apenas na ficção.
Aliás, a história retratada na obra é ficcional, mas a experiência do autor faz com que tudo pareça muito verdadeiro.
Gostei bastante da personagem Dominika Egorova. Antes de entrar para o mundo da espionagem, ela tem sua história bem desenvolvida, assim conseguimos compreender suas motivações e os passos que a conduziram para aquele caminho.
Extremamente dedicada, a jovem tinha tudo para conseguir seu sonho de ter uma carreira no Bolshoi, um balé russo. Porém, a inveja de colegas a torna vítima de uma artimanha, que lhe causa uma lesão. Assim, ela vê seu sonho desmoronar, não sendo mais capaz de dançar no balé. 
Outro golpe do destino ocorre em sua vida quando ela perde o pai.
Imediatamente, o tio, que trabalha no serviço secreto, se aproveita da fragilidade e da falta de perspectivas para o futuro de Dominika, lhe oferecendo um cargo em seu trabalho. Ela basicamente participaria de missões, atraindo e conquistando informantes, para lhes fazer revelar informações importantes.
Sempre usando seus atributos, como a perspicácia e a sensualidade, Dominika se sai muito bem no novo trabalho, e logo é até mesmo enviada para a Escola de Pardais. As sequências nessa escola são chocantes. Lá, a personagem é treinada para seduzir e realizar suas missões com ainda mais eficiência.
De outro lado da história, temos o norte-americano agente da CIA, Nathaniel Nash, que possui informações importantíssimas para a Rússia, e, assim, acaba se tornando a nova missão de Dominika.
Porém, as coisas se complicam quando a vida pessoal e profissional de ambos se entrelaçam e eles deixam o profissionalismo um pouco de lado, se envolvendo romanticamente e até mesmo fazendo novos planos secretos, que podem ser bastante arriscados.
O livro é excelente. Particularmente, achei apenas um pouco detalhado em excesso, o que tornou a leitura cansativa em algumas passagens, mas nada que desmereça o quanto o livro é impactante e diferente de tudo que já li. Uma história ousada, com personagens fortes e reviravoltas interessantes. Leitura recomendada!

Trecho: "O último dos três módulos operacionais que compunham o treinamento estava chegando ao fim. Os instrutores aposentados de Dominika tinham lhe dado o apelido carinhoso de 'mushka', que além de significar algo nos moldes de 'linda' também era o nome dado à mira dianteira de uma arma de fogo, a primeira a captar o alvo" (Pág. 65).

Informações:
Título: Roleta Russa
Autor: Jason Matthews
Gênero: Suspense
Editora: Arqueiro
Páginas: 432

Borboletas azuis:




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