Resenha: A livraria 24 horas do Mr. Penumbra

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“Há coisas estranhas e misteriosas acontecendo na Livraria 24 horas do Mr. Penumbra”.

Clay Jannon é mais uma vítima da recessão econômica norte-americana. Desempregado, ele anda pelas ruas de São Francisco em busca de alguma vaga para trabalhar, quando encontra o anúncio em uma livraria que precisa de atendente.
Assim, Clay é contratado e entra no mundo aparentemente misterioso da Livraria 24 horas do Mr. Penumbra. Um espaço vertical, com livros excêntricos, escondidos no alto de prateleiras, os quais ele não deve ler...
Ficando com o turno da noite, Clay não tem muito que fazer por ali, já que raramente surge algum cliente. Mas quando surge, é sempre para aumentar a curiosidade do novo atendente da livraria, já que os raros clientes sempre pedem algum exemplar do “catálogo pré-histórico” e parecem guardar algum segredo.

“Havia escadas que se prendiam às prateleiras e deslizavam de um lado para outro. Essas escadas normalmente têm seu charme, mas ali, se estendendo até a escuridão, elas pareciam agourentas. Murmuravam rumores de acidentes no escuro” (Pág. 16).

Junto de sua simpática namorada e dos amigos, Clay acaba entrando em uma investigação inusitada, quando descobre que muitos daqueles livros são criptografados.
Mr. Penumbra e sua livraria guardam segredos seculares que, conforme Clay investiga, tornam-se a chave para um segredo maior, que pode influenciar a humanidade toda.
Acompanhamos a ida do grupo para a outra ponta dos Estados Unidos, em Nova Iorque, onde continuam suas buscas pela verdade e, inclusive, pela segurança de Penumbra.

“– Sem sombras – Mat concorda. – Isso, é claro, vai ser impossível naquele lugar. É basicamente uma loja 24h na sombra” (Pág. 73).

O livro não é ruim. Pelo contrário, é bem legal, de escrita fácil, narrativa dinâmica e personagens carismáticos. Porém, as altas expectativas que eu tinha para a obra acabaram por trair-me. Eu esperava tanto fazer uma viagem por uma livraria misteriosa e adentrar nos mistérios de livros antigos, que acabei me surpreendendo (não tão positivamente) com um livro que, acima de tudo, aborda detalhes sobre tecnologia.
São tantas as vezes que Clay e seus amigos se utilizam de recursos altamente tecnológicos em suas buscas, que cheguei a me esquecer da excentricidade e da maravilha que eu esperava encontrar nas prateleiras de uma velha livraria 24 horas.
Eu recomendo a leitura, pois reconheço que o que me desagradou, de fato, não foi ela, e sim a decepção que tive com os rumos da história, apesar de achar que, de forma geral, o livro é bastante agradável. Devo dizer também que o final foi muito bonito e me deixou mais satisfeita com a narrativa como um todo.

Trecho: “Ele se vira e caminha para as profundezas das estantes escuras e empoeiradas, conversando baixinho consigo mesmo. Pego meu laptop e minha bolsa de carteiro e saio pela porta da frente. Os sinos quase não tocam. Olho para trás através das vitrines altas e, por trás das letras curvas douradas, Penumbra desapareceu” (Pág. 104).

Informações:
Título: A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra
Autor: Robin Sloan
Gênero: Ficção, Fantasia
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288

Borboletas azuis:



Agradecimentos à editora Novo Conceito, por ceder o livro para o blog. Saiba mais sobre ele clicando aqui.


5 comentários:

Fabiola Luz disse...

Achei interessante a temática do livro, mas achei que fosse tratar mais de livros antigos e até de seres "mágicos", mas não imaginava que teria a tecnologia de pano de fundo. Mesmo assim pretendo ler.
Beijos
http://literaturaeeu.blogspot.com.br/

Silvando Ferreira disse...

Este livro para todos aficionados por livros, quem não queria estar numa livraria com elementos magicos muito massa cara, este este no E-book Reader e sem duvida vou ler.

Fernanda Ghiggi disse...

Tive a mesma sensação que vc, tb esperava uma viagem em livros antigos e uma seita secreta (dessas maléficas mesmo que vemos em filmes!) e não tanta tecnologia... mas apesar disso gostei do livro, Clay é bem engraçado e irônico, e os outros personagens tb são interessantes. Achei bastante interessante tb pq explica um pouco sobre tipografia, coisa que não tinha a mínima noção!

Fernanda - Trilhas Culturais disse...

Que história interessante...eu gosto de livros assim e com todo esse clima de ficção melhor ainda. :)

Eduardo Feliciano disse...

Vixi, estava tão ansioso por esse livro, agora nem tanto... Mas acho que mesmo assim lerei ^^

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